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[[Special:MyLanguage/base-of-the-spine chakra|chakra da base]]. Desta luz derivam a arquitetura, os princípios matemáticos e as fundações para construir o Templo da Matéria e a pirâmide do Ser. Na presença de Serápis, temos uma concepção totalmente diferente daquele a quem chamamos o Cristo – o ser real em todos nós. | [[Special:MyLanguage/base-of-the-spine chakra|chakra da base]]. Desta luz derivam a arquitetura, os princípios matemáticos e as fundações para construir o Templo da Matéria e a pirâmide do Ser. Na presença de Serápis, temos uma concepção totalmente diferente daquele a quem chamamos o Cristo – o ser real em todos nós. | ||
<span id="Embodiments"></span> | |||
== Encarnações == | == Encarnações == | ||
Conhecido como o Grande Disciplinador, Serápis veio de [[Special:MyLanguage/Venus (the planet)|Vênus]] com o [[Special:MyLanguage/Ancient of Days|Ancião de Dias]] para reacender o fogo sagrado no coração de uma humanidade instável. O seu grande entusiasmo para reivindicar os filhos do homem, como reis e sacerdotes de Deus aumentou e elevou-se como uma chama de vontade férrea, determinação e disciplina. | Conhecido como o Grande Disciplinador, Serápis veio de [[Special:MyLanguage/Venus (the planet)|Vênus]] com o [[Special:MyLanguage/Ancient of Days|Ancião de Dias]] para reacender o fogo sagrado no coração de uma humanidade instável. O seu grande entusiasmo para reivindicar os filhos do homem, como reis e sacerdotes de Deus aumentou e elevou-se como uma chama de vontade férrea, determinação e disciplina. | ||
<span id="High_priest_in_the_Ascension_Temple"></span> | |||
=== Sumo-sacerdote no Templo da Ascensão === | === Sumo-sacerdote no Templo da Ascensão === | ||
Na [[Special:MyLanguage/Atlantis|Atlântida]], Serápis foi sacerdote do Templo da Ascensão e, na qualidade de guardião da chama da ascensão, transportou-a em segurança pelo rio Nilo, até Luxor, pouco antes de a Atlântida afundar. Com suas próprias palavras ele dá-nos uma ideia do que foi essa experiência: | Na [[Special:MyLanguage/Atlantis|Atlântida]], Serápis foi sacerdote do Templo da Ascensão e, na qualidade de guardião da chama da ascensão, transportou-a em segurança pelo rio Nilo, até Luxor, pouco antes de a Atlântida afundar. Com suas próprias palavras ele dá-nos uma ideia do que foi essa experiência: | ||
<blockquote>Lembro-me bem quando começaram os primeiros estrondos que precederam o afundamento da Atlântida. Como sabeis, o afundamento daquele continente ocorreu em etapas. Pela graça de Deus, o alerta permitiu que muitos escapassem. Seguimos, então, para Luxor. | <blockquote> | ||
Lembro-me bem quando começaram os primeiros estrondos que precederam o afundamento da Atlântida. Como sabeis, o afundamento daquele continente ocorreu em etapas. Pela graça de Deus, o alerta permitiu que muitos escapassem. Seguimos, então, para Luxor. | |||
Podeis perguntar por que uma chama espiritual precisa ser transportada por meros mortais. Essa é a tendência que as crianças da luz têm de pensar que essas coisas devem acontecer de maneira mágica e milagrosa. Talvez um toque de contos de fadas tenha se imiscuído na religião e fez esquecer as pessoas que tudo o que foi feito por Deus e pelo homem é o trabalho e o esforço conjunto, no alto e embaixo. | |||
Vou dizer-vos porque isso acontece – é por que o único lugar onde a chama pode habitar verdadeiramente, além do altar que lhe é dedicado, é no coração ardente do adepto vivente.<ref>Serápis Bey, The Mobilization of Spiritual Forces (A Mobilização de Forças Espirituais), Pérolas de Sabedoria, vol. 25, n° 60.</ref> | |||
</blockquote> | |||
Serápis e os irmãos que o acompanhavam construíram o [[Special:MyLanguage/Ascension Temple|Templo da Ascensão]], no Egito, e ali guardaram a chama, alternando responsabilidades, pois continuaram a reencarnar especificamente com esse objetivo. | Serápis e os irmãos que o acompanhavam construíram o [[Special:MyLanguage/Ascension Temple|Templo da Ascensão]], no Egito, e ali guardaram a chama, alternando responsabilidades, pois continuaram a reencarnar especificamente com esse objetivo. | ||
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Serápis Bey continuou a reencarnar na terra do Nilo, postergando a sua ascensão, até mais ou menos 400 a.C. Nessas vidas, patrocinou alguns dos maiores feitos arquitetônicos já vistos na face da Terra. | Serápis Bey continuou a reencarnar na terra do Nilo, postergando a sua ascensão, até mais ou menos 400 a.C. Nessas vidas, patrocinou alguns dos maiores feitos arquitetônicos já vistos na face da Terra. | ||
<span id="Architect_of_the_Great_Pyramid"></span> | |||
=== Arquiteto da Grande Pirâmide === | === Arquiteto da Grande Pirâmide === | ||
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A sua maior construção foi o templo de Luxor, parcialmente intacto, ainda hoje. A geometria e o projeto do Templo encarnam a representação física da lei esotérica que, por gerações, foi transmitida pelos sacerdotes. Ele mantém-se como um livro completo de ciência, arte e filosofia avançadas. O templo de Luxor é a contrapartida do templo da Ascensão, um retiro etérico. | A sua maior construção foi o templo de Luxor, parcialmente intacto, ainda hoje. A geometria e o projeto do Templo encarnam a representação física da lei esotérica que, por gerações, foi transmitida pelos sacerdotes. Ele mantém-se como um livro completo de ciência, arte e filosofia avançadas. O templo de Luxor é a contrapartida do templo da Ascensão, um retiro etérico. | ||
<span id="Leonidas"></span> | |||
=== Leônidas === | === Leônidas === | ||
{{main-pt|Thermopylae|Termópilas}} | {{main-pt|Thermopylae|Termópilas}} | ||
[[File: | [[File:Leonidas aux Thermopyles (Jacques-Louis David) detail.jpg|thumb|alt=caption|''Leônidas nas Termópilas'', Jacques-Louis David (1814)]] | ||
Serápis também encarnou como Leônidas, rei de Esparta, que morreu em 480 a.C. Leônidas comandou os gregos na heroica resistência à tremenda invasão dos persas, pelo estreito das Termópilas, porta de entrada para a Grécia central. | Serápis também encarnou como Leônidas, rei de Esparta, que morreu em 480 a.C. Leônidas comandou os gregos na heroica resistência à tremenda invasão dos persas, pelo estreito das Termópilas, porta de entrada para a Grécia central. | ||
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À época, tratava-se de uma guerra física contra todas as possibilidades físicas. Hoje, temos a batalha de [[Special:MyLanguage/Armageddon|Armagedom]], travada contra a maldade espiritual no alto escalão da Igreja e do Estado – a mente de Deus consumindo a anti-mente, o Eu maior consumindo o [[Special:MyLanguage/not-self|eu irreal]]. | À época, tratava-se de uma guerra física contra todas as possibilidades físicas. Hoje, temos a batalha de [[Special:MyLanguage/Armageddon|Armagedom]], travada contra a maldade espiritual no alto escalão da Igreja e do Estado – a mente de Deus consumindo a anti-mente, o Eu maior consumindo o [[Special:MyLanguage/not-self|eu irreal]]. | ||
<span id="Phidias"></span> | |||
=== Fídias === | === Fídias === | ||
[[File:1200px-1868 Lawrence Alma-Tadema - Phidias Showing the Frieze of the Parthenon to his Friends.jpg|thumb|upright=1.4|alt=caption|''Fídias Mostra a Friza do Partenon a seus Amigos'', Lawrence Alma-Tadema (1868)]] | [[File:1200px-1868 Lawrence Alma-Tadema - Phidias Showing the Frieze of the Parthenon to his Friends.jpg|thumb|upright=1.4|alt=caption|''Fídias Mostra a Friza do Partenon a seus Amigos'', Lawrence Alma-Tadema (1868)]] | ||
No século cinco a.C., Serápis Bey encarnou em Atenas, como Fídias, | No século cinco a.C., Serápis Bey encarnou em Atenas, como Fídias, considerado o maior de todos os escultores gregos. Fídias foi o arquiteto do Partenon e supervisionou a sua construção primorosa e magistral. No interior do edifício, ele colocou o seu trabalho mais famoso, uma estátua de ouro e marfim, com doze metros de altura de [[Special:MyLanguage/Pallas Athena|Palas Atena]], representante da figura da Mãe, a Deusa da Verdade. | ||
considerado o maior de todos os escultores gregos. Fídias foi o arquiteto do Partenon e supervisionou a sua construção primorosa e magistral. No interior do edifício, ele colocou o seu trabalho mais famoso, uma estátua de ouro e marfim, com doze metros de altura de [[Special:MyLanguage/Pallas Athena|Palas Atena]], representante da figura da Mãe, a Deusa da Verdade. | |||
Para quem o visita, o Partenon destaca-se como uma obra projetada | Para quem o visita, o Partenon destaca-se como uma obra projetada por alguém que sabia usar a forma, a simetria, a geometria e os ângulos para abrigar uma chama. O campo de força do edifício contém uma chama essencial, assim como o Templo de Luxor e a Grande Pirâmide. | ||
por alguém que sabia usar a forma, a simetria, a geometria e os ângulos para abrigar uma chama. O campo de força do edifício contém uma chama essencial, assim como o Templo de Luxor e a Grande Pirâmide. | |||
Fídias também criou uma estátua enorme de Zeus, em ouro e marfim, | Fídias também criou uma estátua enorme de Zeus, em ouro e marfim, para o templo de Olímpia. Ele também era pintor, escultor e mestre serralheiro. A sua arte era caracterizada por uma beleza e espiritualidade extraordinárias. Fídias viveu como a personificação final da [[Special:MyLanguage/Golden age of Greece|época de ouro de mestres artistas gregos]] que exerceram influência duradoura na arte ocidental subsequente. | ||
para o templo de Olímpia. Ele também era pintor, escultor e mestre serralheiro. A sua arte era caracterizada por uma beleza e espiritualidade extraordinárias. Fídias viveu como a personificação final da [[Special:MyLanguage/Golden age of Greece|época de ouro de mestres artistas gregos]] que exerceram influência duradoura na arte ocidental subsequente. | |||
Ao que sabemos, Serapis Bey ascendeu cerca de 400 a.C. | Ao que sabemos, Serapis Bey ascendeu cerca de 400 a.C. | ||
<span id="Worship_in_Egypt"></span> | |||
== Adoração no Egito == | == Adoração no Egito == | ||
[[File:Serapis Louvre Ma 1830.jpg|thumb|upright|alt=caption|Busto de Serápis em mármore, Cártago (início do século três.)]] | [[File:Serapis Louvre Ma 1830.jpg|thumb|upright|alt=caption|Busto de Serápis em mármore, Cártago (início do século três.)]] | ||
No período helenístico, de 323 a.C. a 31 a.C., Serápis tornou-se | No período helenístico, de 323 a.C. a 31 a.C., Serápis tornou-se um dos mais famosos deuses dos panteões egípcio e greco-romano. Ele era reverenciado como patrono dos reis ptolomaicos do Egito e como divindade fundadora da importante cidade de Alexandria. Há inúmeros registros históricos do contato que Serápis manteve com pessoas do Egito e da Ásia Menor. Naquele período, foram construídos em sua homenagem mais de mil estátuas, templos e monumentos. | ||
um dos mais famosos deuses dos panteões egípcio e greco-romano. Ele | |||
era reverenciado como patrono dos reis ptolomaicos do Egito e como | |||
divindade fundadora da importante cidade de Alexandria. Há inúmeros | |||
registros históricos do contato que Serápis manteve com pessoas do | |||
Egito e da Ásia Menor. Naquele período, foram construídos em sua | |||
homenagem mais de mil estátuas, templos e monumentos. | |||
Demétrio de Falério, que fundou a biblioteca de Alexandria durante | Demétrio de Falério, que fundou a biblioteca de Alexandria durante o reinado de Ptolomeu I, foi milagrosamente curado da cegueira por Serápis e escreveu diversos hinos dando-lhe graças. Serápis costumava falar por meio de oráculos, além de aconselhar e promover curas pessoais milagrosas. Existe uma passagem histórica famosa que se tornou um marco importante na sua elevação à condição de divindade proeminente do Egito e da Grécia. Em sonhos, Serápis apareceu ao rei Ptolomeu I, governante do Egito, e mandou-o levar a estátua do deus para Alexandria. Como a ordem não foi cumprida, um segundo sonho com Serápis fez com que o rei transferisse a estátua, com as bênçãos do [[Special:MyLanguage/Delphi|Oráculo de Delfos]], e a instalasse no “Serapium”, ou Grande Templo de Alexandria. Este Templo abrigava a famosa biblioteca de Alexandria que tinha 300 mil volumes. | ||
o reinado de Ptolomeu I, foi milagrosamente curado da cegueira por Serápis e escreveu diversos hinos dando-lhe graças. Serápis costumava falar por meio de oráculos, além de aconselhar e promover curas pessoais milagrosas. Existe uma passagem histórica famosa que se tornou um marco importante na sua elevação à condição de divindade proeminente do Egito e da Grécia. Em sonhos, Serápis apareceu ao rei Ptolomeu I, governante do Egito, e mandou-o levar a estátua do deus para Alexandria. Como a ordem não foi cumprida, um segundo sonho com Serápis fez com que o rei transferisse a estátua, com as bênçãos do [[Special:MyLanguage/Delphi|Oráculo de Delfos]], e a instalasse no “Serapium”, ou Grande Templo de Alexandria. Este Templo abrigava a famosa biblioteca de Alexandria que tinha 300 mil volumes. | |||
Serápis recebeu vários títulos, incluindo os de “Pai”, “Salvador” e de “a maior das divindades”. Ele foi considerado o patrocinador do contrato estabelecido entre os deuses e os mortais. Nos anais da tradição esotérica, Serápis era considerado o hierofante dos ritos egípcios secretos e iniciáticos. Para os leigos estavam reservados os mistérios menores, dedicados a [[Special:MyLanguage/Isis|Isis]]. Os maiores, dedicados a Serápis e Osiris, eram revelados aos sacerdotes iniciados, que eram submetidos a ritos e iniciações severas, no templo de Serápis. | Serápis recebeu vários títulos, incluindo os de “Pai”, “Salvador” e de “a maior das divindades”. Ele foi considerado o patrocinador do contrato estabelecido entre os deuses e os mortais. Nos anais da tradição esotérica, Serápis era considerado o hierofante dos ritos egípcios secretos e iniciáticos. Para os leigos estavam reservados os mistérios menores, dedicados a [[Special:MyLanguage/Isis|Isis]]. Os maiores, dedicados a Serápis e Osiris, eram revelados aos sacerdotes iniciados, que eram submetidos a ritos e iniciações severas, no templo de Serápis. | ||
Em um período de 600 a 700 anos, Serápis tornou-se a divindade | Em um período de 600 a 700 anos, Serápis tornou-se a divindade suprema do Egito e da Grécia. No entanto, no final do século quatro, o imperador Teodósio publicou éditos contra o politeísmo e os cristãos entenderam aquilo como uma licença para atacar os pagãos, inclusive os adeptos das [[Special:MyLanguage/mystery religion|religiões de mistério]]. O bispo cristão de Alexandria incitou a multidão a destruir o maior símbolo pagão da cidade, o templo de mistérios do deus Serápis. Eles esfacelaram a enorme estátua de Serápis que durante 600 anos inspirara os devotos. A turba também destruiu pelo menos uma das principais bibliotecas de Alexandria. | ||
suprema do Egito e da Grécia. No entanto, no final do século quatro, | |||
o imperador Teodósio publicou éditos contra o politeísmo e os cristãos entenderam aquilo como uma licença para atacar os pagãos, inclusive os adeptos das [[Special:MyLanguage/mystery religion|religiões de mistério]]. O bispo cristão de Alexandria incitou a multidão a destruir o maior símbolo pagão da cidade, o templo de mistérios do deus Serápis. Eles esfacelaram a enorme estátua de Serápis que durante 600 anos inspirara os devotos. A turba também destruiu pelo menos uma das principais bibliotecas de Alexandria. | |||
<span id="Work_with_the_Theosophical_Society"></span> | |||
== Trabalho com a Sociedade Teosófica == | == Trabalho com a Sociedade Teosófica == | ||
[[File:0000193 serapis-soleil-2265AX 600.jpeg|thumb|upright=0.7|alt=caption|Serapis Soleil]] | [[File:0000193 serapis-soleil-2265AX 600.jpeg|thumb|upright=0.7|alt=caption|Serapis Soleil]] | ||
No século dezenove, Serápis Bey desempenhou um papel vital no impulso | No século dezenove, Serápis Bey desempenhou um papel vital no impulso inicial e no direcionamento dos esforços da Fraternidade. Entre as primeiras cartas de adeptos e mestres endereçadas aos fundadores da [[Special:MyLanguage/Theosophical Society|Sociedade Teosófica]] estavam as de Serápis Bey e da Fraternidade de Luxor. | ||
inicial e no direcionamento dos esforços da Fraternidade. Entre as | |||
primeiras cartas de adeptos e mestres endereçadas aos fundadores da [[Special:MyLanguage/Theosophical Society|Sociedade Teosófica]] estavam as de Serápis Bey e da Fraternidade de Luxor. | |||
Serápis encarregou-se pessoalmente da orientação e do discipulado | Serápis encarregou-se pessoalmente da orientação e do discipulado da amanuense [[Special:MyLanguage/Helena Blavatsky|Helena Blavatsky]] e do coronel Henry Steel Olcott, co-fundador e presidente da Sociedade Teosófica. No ano de 1875, nos meses que antecederam a organização da Sociedade, Serápis enviou muitas cartas estimulantes e com instruções para o coronel Olcott. A maioria delas era escrita com tinta dourada, em um grosso pergaminho verde, assinada à mão e dedicada com um símbolo esotérico da Fraternidade de Luxor. | ||
da amanuense [[Special:MyLanguage/Helena Blavatsky|Helena Blavatsky]] e do coronel Henry Steel Olcott, co-fundador e presidente da Sociedade Teosófica. No ano de 1875, nos meses que antecederam a organização da Sociedade, Serápis enviou muitas cartas estimulantes e com instruções para o coronel Olcott. A maioria delas era escrita com tinta dourada, em um grosso pergaminho verde, assinada à mão e dedicada com um símbolo esotérico da Fraternidade de Luxor. | |||
Uma das características das cartas para Henry Olcott era que Serápis o exortava continuamente a “tentar”. O mestre ressaltava a importância da coragem e do destemor, traços marcantes que manifestara como Leônidas. | Uma das características das cartas para Henry Olcott era que Serápis o exortava continuamente a “tentar”. O mestre ressaltava a importância da coragem e do destemor, traços marcantes que manifestara como Leônidas. | ||
<span id="Serapis’_mission_today"></span> | |||
== A missão de Serápis hoje == | == A missão de Serápis hoje == | ||
Atualmente o Mestre Ascenso Serápis Bey ocupa uma posição importante | Atualmente o Mestre Ascenso Serápis Bey ocupa uma posição importante entre os sete chohans. O quarto raio está no meio de três raios de um lado e três do outro. O quarto é uma figura central fundamental por ser a fusão da luz branca e o nexo do fluxo da energia em forma de oito. Este ponto da chama da Mãe é sempre encarnado pelo guru, no Oriente ou no Ocidente, a pessoa da Mãe em [[Special:MyLanguage/Sanat Kumara|Sanat Kumara]], que pela luz branca se movimenta entre nós. | ||
entre os sete chohans. O quarto raio está no meio de três raios | |||
de um lado e três do outro. O quarto é uma figura central fundamental | |||
por ser a fusão da luz branca e o nexo do fluxo da energia em forma de oito. Este ponto da chama da Mãe é sempre encarnado pelo guru, no | |||
Oriente ou no Ocidente, a pessoa da Mãe em [[Special:MyLanguage/Sanat Kumara|Sanat Kumara]], que pela | |||
luz branca se movimenta entre nós. | |||
A luz branca é o fogo sagrado da criação cuja perversão se transforma | A luz branca é o fogo sagrado da criação cuja perversão se transforma em [[Special:MyLanguage/black magic|magia negra]]. Isso ocorreu no Egito, ponto focal da chama da ascensão, quando a Fraternidade Negra Egípcia praticou a magia negra, durante séculos e séculos, desafiando a presença de Serápis Bey no seu templo. | ||
em [[Special:MyLanguage/black magic|magia negra]]. Isso ocorreu no Egito, ponto focal da chama da ascensão, quando a Fraternidade Negra Egípcia praticou a magia negra, durante séculos e séculos, desafiando a presença de Serápis Bey no seu templo. | |||
O ponto de redenção da Terra remonta à [[Special:MyLanguage/Lemuria|Lemúria]], a Terra-Mãe, e à chama da Mãe. A Terra tem um carma tremendo com a chama da Mãe e com as perversões desta chama que aconteceram na Lemúria, região onde hoje está a cidade de São Francisco, na costa da Califórnia. As perversões da luz da Mãe abriram caminho para a profanação dos templos, a queda de sacerdotes e sacerdotisas, e culminaram com o abuso e as perversões da força vital. O ato final foi o assassinato da mais importante representante da Mãe, na Lemúria. A causa real do afundamento do continente foi a profanação da pessoa da Mãe e da sua chama. | O ponto de redenção da Terra remonta à [[Special:MyLanguage/Lemuria|Lemúria]], a Terra-Mãe, e à chama da Mãe. A Terra tem um carma tremendo com a chama da Mãe e com as perversões desta chama que aconteceram na Lemúria, região onde hoje está a cidade de São Francisco, na costa da Califórnia. As perversões da luz da Mãe abriram caminho para a profanação dos templos, a queda de sacerdotes e sacerdotisas, e culminaram com o abuso e as perversões da força vital. O ato final foi o assassinato da mais importante representante da Mãe, na Lemúria. A causa real do afundamento do continente foi a profanação da pessoa da Mãe e da sua chama. | ||
Desde então, a Terra aproxima-se lentamente da [[Special:MyLanguage/age of Aquarius|era de Aquário]], na | Desde então, a Terra aproxima-se lentamente da [[Special:MyLanguage/age of Aquarius|era de Aquário]], na qual a luz da Mãe poderá elevar-se em homens e mulheres, fazendo emergir, uma vez mais, o respeito pela mulher e pela Mãe, e a união da luz da Mãe, a luz que se eleva da base, com a luz do Pai, que desce da [[Special:MyLanguage/I AM Presence|Presença do EU SOU]]. Os próximos dois mil anos estão destinados a alcançar uma elevação de consciência nunca vista desde as eras de ouro da Lemúria. | ||
qual a luz da Mãe poderá elevar-se em homens e mulheres, fazendo emergir, uma vez mais, o respeito pela mulher e pela Mãe, e a união da luz da Mãe, a luz que se eleva da base, com a luz do Pai, que desce da [[Special:MyLanguage/I AM Presence|Presença do EU SOU]]. Os próximos dois mil anos estão destinados a alcançar uma elevação de consciência nunca vista desde as eras de ouro da Lemúria. | |||
A senda da [[Special:MyLanguage/ascension|ascensão]] é a resolução das forças que precisamos ter no | A senda da [[Special:MyLanguage/ascension|ascensão]] é a resolução das forças que precisamos ter no interior da nossa consciência – Pai, Mãe, Filho e Espírito Santo, como os quatro pilares do templo em nós. A maior lição que [[Special:MyLanguage/Gautama Buddha|Gautama Buda]] nos ensinou foi que todo sofrimento é causado por não estarmos alinhados à luz interior, por causa do desejo incorreto. Serápis Bey ensina como nos alinharmos à vontade interna do Ser. Os seus ensinamentos são a pedra fundamental no arco da hierarquia. Sem a luz branca, não podemos apreciar a integração da individualidade. | ||
interior da nossa consciência – Pai, Mãe, Filho e Espírito Santo, como os quatro pilares do templo em nós. A maior lição que [[Special:MyLanguage/Gautama Buddha|Gautama Buda]] nos ensinou foi que todo sofrimento é causado por não estarmos alinhados à luz interior, por causa do desejo incorreto. Serápis Bey ensina como nos alinharmos à vontade interna do Ser. Os seus ensinamentos são a pedra fundamental no arco da hierarquia. Sem a luz branca, não podemos apreciar a integração da individualidade. | |||
Serápis Bey torna-se uma chave muito importante em uma época | Serápis Bey torna-se uma chave muito importante em uma época em que a sociedade lida com tantos problemas. O aumento de crimes, assassinatos, estupros, [[Special:MyLanguage/drugs|drogas]], entre outros, são sinais da aproximação da luz da Mãe, que se eleva dos altares da Lemúria. Essa luz torna-se tão intensa que, se não mergulharmos nela e não nos tornarmos parte dela, torna-se a rocha de que Jesus disse – a menos que caiamos sobre essa rocha e permitamos que os nossos conceitos errados sejam quebrados, ela quebrar-nos-á.<ref>Mt 21:44; Lc 20:18.</ref> | ||
em que a sociedade lida com tantos problemas. O aumento de crimes, | |||
assassinatos, estupros, [[Special:MyLanguage/drugs|drogas]], entre outros, são sinais da aproximação da luz da Mãe, que se eleva dos altares da Lemúria. Essa luz torna-se tão intensa que, se não mergulharmos nela e não nos tornarmos parte dela, torna-se a rocha de que Jesus disse – a menos que caiamos sobre essa rocha e permitamos que os nossos conceitos errados sejam quebrados, ela quebrar-nos-á.<ref>Mt 21:44; Lc 20:18.</ref> | |||
É a luz que resolve a identidade, mas ela também é tão poderosa que pode destruir a falsa identidade que se rebela contra ela. No alvorecer da era de Aquário, o mundo rebela-se contra a luz de | É a luz que resolve a identidade, mas ela também é tão poderosa que pode destruir a falsa identidade que se rebela contra ela. No alvorecer da era de Aquário, o mundo rebela-se contra a luz de Deus, ainda que O esteja buscando. Os ensinamentos de Serápis Bey e os mistérios da Fraternidade de Luxor contêm as respostas que podem resolver essas questões. | ||
Deus, ainda que O esteja buscando. Os ensinamentos de Serápis Bey e | |||
os mistérios da Fraternidade de Luxor contêm as respostas que podem | |||
resolver essas questões. | |||
Serápis Bey comanda legiões de [[Special:MyLanguage/seraphim|serafins]] e tem grande mestria na geometria divina e no planejamento. Ele auxilia os seus discípulos nas disciplinas pessoais necessárias para a ascensão: a disciplina dos [[Special:MyLanguage/four lower bodies|quatro corpos inferiores]], para que o Cristo possa manifestar-se e usá-los como veículos para servir e para ter mestria no mundo da forma, a disciplina dos antigos momentuns de espirais negativas e de criação humana, que podem barrar o caminho da chama da ascensão que se forma no coração de todos que evoluem no planeta, por meio da aceleração da chama trina. | Serápis Bey comanda legiões de [[Special:MyLanguage/seraphim|serafins]] e tem grande mestria na geometria divina e no planejamento. Ele auxilia os seus discípulos nas disciplinas pessoais necessárias para a ascensão: a disciplina dos [[Special:MyLanguage/four lower bodies|quatro corpos inferiores]], para que o Cristo possa manifestar-se e usá-los como veículos para servir e para ter mestria no mundo da forma, a disciplina dos antigos momentuns de espirais negativas e de criação humana, que podem barrar o caminho da chama da ascensão que se forma no coração de todos que evoluem no planeta, por meio da aceleração da chama trina. | ||
<span id="The_path_of_the_ascension"></span> | |||
== A senda da ascensão == | == A senda da ascensão == | ||
O seu livro ''Dossiê Sobre a Ascensão'' é um manual sobre a senda da | O seu livro ''Dossiê Sobre a Ascensão'' é um manual sobre a senda da ascensão e contém ensinamentos transmitidos nas aulas dadas por Serápis Bey, no Templo da Ascensão, que tornam possível ancorar na mente consciente o que é aprendido no Templo da Ascensão, em Luxor, durante a noite, enquanto o corpo dorme. Ali, o mestre detalha os requisitos para a ascensão e oferece explicações e instruções profundas sobre esse processo. | ||
ascensão e contém ensinamentos transmitidos nas aulas dadas por Serápis Bey, no Templo da Ascensão, que tornam possível ancorar na mente consciente o que é aprendido no Templo da Ascensão, em Luxor, durante a noite, enquanto o corpo dorme. Ali, o mestre detalha os requisitos para a ascensão e oferece explicações e instruções profundas sobre esse processo. | |||
Serápis Bey descreve o que acontece durante o ritual da ascensão: | Serápis Bey descreve o que acontece durante o ritual da ascensão: | ||
<blockquote>É verdade que, embora a forma física de uma pessoa mostre sinais de idade avançada antes da ascensão, todos esses sinais mudarão e a aparência física do indivíduo será transformada em um corpo glorificado. O indivíduo não ascende em um corpo terreno, mas em um corpo espiritual glorificado, no qual a forma física se transforma no instante da imersão total na grande chama de Deus. | <blockquote> | ||
É verdade que, embora a forma física de uma pessoa mostre sinais de idade avançada antes da ascensão, todos esses sinais mudarão e a aparência física do indivíduo será transformada em um corpo glorificado. O indivíduo não ascende em um corpo terreno, mas em um corpo espiritual glorificado, no qual a forma física se transforma no instante da imersão total na grande chama de Deus. | |||
A consciência que o homem tem do corpo físico deixa de existir e ele alcança um estado de ausência de peso. Essa ressurreição ocorre quando a grande chama de Deus envolve a concha da criação humana ainda existente e, segundo um padrão de malhas cósmicas, transmuta todos os padrões celulares do indivíduo – a estrutura óssea, os vasos sanguíneos e todas as funções corporais que passam por uma grande metamorfose. | |||
Nas veias, o sangue transforma-se em luz dourada líquida; o chakra da garganta brilha intensamente na cor branca-azulada; o olho espiritual, no centro da testa, transforma-se em uma chama divina alongada, que se eleva; as vestes do indivíduo são completamente consumidas e ele parece estar vestido com uma túnica branca – a veste inconsútil do Cristo. Por vezes, o cabelo comprido do Corpo Mental Superior [o [[Special:MyLanguage/Holy Christ Self|Santo Cristo Pessoal]]] aparece no ser que ascende como ouro puro. De forma semelhante, os olhos, seja qual for a cor, assumem um maravilhoso tom azul elétrico ou violeta pálido. | |||
A forma física vai ficando cada vez mais leve e, com a ausência de peso do hélio, o corpo eleva-se na atmosfera, a atração da gravidade diminui e a forma é envolvida na luz da glória exteriorizada que o homem conheceu com o Pai ‘no princípio’ antes de o mundo existir. | |||
Essas transformações são permanentes e o ser ascenso consegue levar o corpo de luz para onde quiser, ou pode deslocar-se sem o corpo espiritual glorificado. Ocasionalmente, por razões cósmicas, os seres ascensos podem aparecer na Terra como mortais comuns, usando vestes físicas semelhantes às das pessoas do mundo, e movimentando-se entre elas. Foi o que fez [[Saint Germain|Saint Germain]], depois da ascensão, quando ficou conhecido como o Homem Prodigioso da Europa. Esta atividade depende de uma [[dispensation|dispensação]] concedida pelo Conselho do Carma.<ref>{{DOA-pt}}, p. 191, 208-10.</ref> | |||
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(Geralmente, os seres ascensos só retornam ao plano físico se houver algum serviço específico que requeira essa mudança no padrão vibratório). | (Geralmente, os seres ascensos só retornam ao plano físico se houver algum serviço específico que requeira essa mudança no padrão vibratório). | ||
Serápis diz-nos que “ascendemos diariamente”. Os nossos pensamentos, | Serápis diz-nos que “ascendemos diariamente”. Os nossos pensamentos, sentimentos e ações cotidianas são colocados na balança. Não ascendemos de uma só vez, mas em incrementos, à medida que passamos nos nossos testes e conquistamos vitórias individuais. Todos os registros de todas as vidas que tivemos e momentuns bons e ruins devem ser computados. E quando, com a pureza e a harmonia do Grande Eu Divino, equilibramos pelo menos 51% de toda a energia que recebemos, é-nos concedida a dádiva da ascensão. Os 49% restantes precisam ser transmutados, ou purificados, nas oitavas ascensas, pela prestação de serviço à Terra e às suas evoluções.<ref>Além do equilíbrio de 51% do carma, os outros requisitos para a ascensão são: equilibrar a chama trina, alinhar os quatro corpos inferiores, atingir certa mestria nos sete raios, alcançar determinado grau de mestria sobre as condições externas, cumprir o [[Special:MyLanguage/divine plan|plano divino]] pessoal, transmutar o [[Special:MyLanguage/electronic belt|cinto eletrônico]] e elevar a ''[[Special:MyLanguage/Kundalini|kundalini]]''.</ref> | ||
sentimentos e ações cotidianas são colocados na balança. Não | |||
ascendemos de uma só vez, mas em incrementos, à medida que passamos | |||
nos nossos testes e conquistamos vitórias individuais. Todos os registros de todas as vidas que tivemos e momentuns bons e ruins devem ser computados. E quando, com a pureza e a harmonia do Grande Eu Divino, equilibramos pelo menos 51% de toda a energia que recebemos, é-nos concedida a dádiva da ascensão. Os 49% restantes precisam ser transmutados, ou purificados, nas oitavas ascensas, pela prestação de serviço à Terra e às suas evoluções.<ref>Além do equilíbrio de 51% do carma, os outros requisitos para a ascensão são: equilibrar a chama trina, alinhar os quatro corpos inferiores, atingir certa mestria nos sete raios, alcançar determinado grau de mestria sobre as condições externas, cumprir o [[Special:MyLanguage/divine plan|plano divino]] pessoal, transmutar o [[Special:MyLanguage/electronic belt|cinto eletrônico]] e elevar a ''[[Special:MyLanguage/Kundalini|kundalini]]''.</ref> | |||
Serápis Bey, chohan da chama da ascensão e hierarca do Tempo da Ascensão, em Luxor (Egito) diz a cada um de nós: | Serápis Bey, chohan da chama da ascensão e hierarca do Tempo da Ascensão, em Luxor (Egito) diz a cada um de nós: | ||
<blockquote> | <blockquote>O futuro será o resultado do que fazeis hoje, assim como o presente é o resultado do que fizestes ontem. Se o presente não vos agrada, Deus concede-vos uma maneira de transformá-lo, aceitando as correntes da chama da ascensão.<ref>{{DOA-pt}}, p. 114.</ref></blockquote> | ||
Giuseppe Verdi registrou a música da chama da ascensão na “Marcha | Giuseppe Verdi registrou a música da chama da ascensão na “Marcha Triunfal”, da ópera ''Aída''. A [[Special:MyLanguage/keynote|nota-chave]] do Templo da Ascensão é “Liebestraum”, de [[Special:MyLanguage/Franz Liszt|Franz Liszt]], e a radiação da [[Special:MyLanguage/Electronic Presence|Presença Eletrônica]] de Serápis Bey e da sua [[Special:MyLanguage/twin flame|chama gêmea]] flui na ária “Celeste Aida”. | ||
Triunfal”, da ópera ''Aída''. A [[Special:MyLanguage/keynote|nota-chave]] do Templo da Ascensão é “Liebestraum”, de Franz Liszt, e a radiação da Presença Eletrônica de Serápis Bey e da sua [[Special:MyLanguage/twin flame|chama gêmea]] flui na ária “Celeste Aida”. | |||
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== Ver também == | == Ver também == | ||
[[Special:MyLanguage/Ascension Temple|Templo da Ascensão]]. | [[Special:MyLanguage/Ascension Temple|Templo da Ascensão]]. | ||
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[[Serapis Bey’s fourteen-month cycles]] | |||
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== Fontes == | == Fontes == | ||
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[[Category:Seres celestiais]] | |||
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